Quem se responsabiliza, quando um carro autônomo atropela alguém?

Os veículos autônomos conhecidos também como carros robóticos são aqueles que não precisam de motoristas, pois, andam sozinhos, mas, Quem é o culpado quando um veículo autônomo atropelar alguém.

Os veículos autônomos vem ganhando destaques entre várias montadoras, e isso, quer dizer que o futuro realmente chegou com um diferencial inusitado perante a lei, já que em várias cidades pelo mundo é possível andar de Ubers que se dirigem sozinhos como acontece em Pittsburg e Michigan, por isso, as vias públicas receberam regulamentações específicas para estes veículos.

Fonte: canaltech.com.br acessado em 13/03/2017 ” Os desafios enfrentados pelos carros autônomos ”

 

Várias montadoras como a Volvo, Nissan, Honda e Toyota, entre outras, planejam colocar veículos autônomos no mercado até 2020, isto significa que a lei atual terá de sofrer várias alterações quanto a julgar procedente ou não o nível de culpa do motorista no caso de acidentes ou atropelamentos

Serão vários itens que deverão passar por análises profundas e importantes, como o tipo de veículo, se era totalmente autônomo, ou, era um veículo que exigia controle do motorista e da máquina ao mesmo tempo. E certamente pode significar que devido à existência de vários veículos autônomos pertencentes a diferentes montadoras, que cada situação extrema seja de colisões ou atropelamentos vai representar sempre um novo caso a ser analisado, inclusive, os advogados terão que rever as leis

Fonte: oglobo.globo.com acessado ” Um carro autônomo deveria decidir quem vive e quem morre em um acidente? ”

Claro, que a maioria das pessoas ao ler um artigo como este tem como primeiro pensamento que a culpa é do fabricante do carro que projetou o veículo para trafegar com segurança, mas, não poderia prever por exemplo, que uma pessoa fosse atravessar no meio dos carros onde o sensor não tivesse alcance.

Quem é o culpado quando um veículo autônomo atropelar alguém e neste caso inevitável?

Outras questões também envolvem a dirigibilidade do veículo autônomo, pois, de nada adianta, caso as cidades não tenham a infraestrutura suficiente que permitem dirigir com segurança em todos os sentidos, inclusive, a culpa poderia recair sobre a infraestrutura pública pobre, que não permitiu que o carro acertasse na decisão.

Fonte: berimbaunoticias.blogspot.com.br acessado em 13/03/2017 ” Em Ponta Grossa motorista do Samu foi atender acidente e encontrou o filho morto. Em Prudentópolis uma linda jovem morreu em uma cachoeira ”

Cada situação ocorrida como acidentes, ou, atropelamentos vai depender das circunstâncias específicas, que devem ser analisadas seriamente, como por exemplo, por mais que um veículo seja 100% apto e autônomo, sempre poderá existir situações em que ele tenha que decidir entre atropelar alguém que pulou na frente, ou, desviar, subir na calçada e matar seu ocupante, numa colisão.

É fato que na lei de hoje, no caso do motorista atropelar alguém que apareceu do nada, e não teve tempo de frear, o motorista pode não ser responsabilizado por negligência perante alguns júris, pois, não teve tempo suficiente para ter reflexo. Já no caso de acidentes envolvendo veículo autônomo, a teoria é que o software não se assusta com o pedestre como acontece com os humanos, por isso, deveriam ter tempo para pensar e agir, evitando assim, um atropelamento, ou seja, teriam ainda,“na teoria”, uma obrigação maior de evitar acidentes, mesmo a culpa sendo do pedestre.

No entanto, até 2020 como o veículo autônomo estará em todas as cidades pelo mundo conforme os fabricantes estão projetando, no momento que acontecer algum acidente, os fabricantes buscarão várias explicações, como alegar que os carros autônomos mesmo assim, são mais seguros que os carros dirigidos por humanos.

Os processos envolvendo acidentes de trânsito poderão seguir inúmeros caminhos, como por exemplo:

  • Todos os envolvidos poderão responder a processos;
  • Familiares poderão processar a montadora alegando que o carro poderia ter sido programado de diferentes maneiras para lidar com cada situação;
  • Somente o proprietário do carro poderia ser processado, pois, a montadora poderia alegar que o acidente foi devido à imprudência e negligência do motorista que não cumpriu as regras estabelecidas pela montadora, conforme especificado no manual do proprietário;

Seja como for, hoje tudo é apenas polêmica, por isso, muito precisa ser revisto, já que esse futuro está bem próximo da realidade.