O Canal do Panamá é um canal artificial que possui 82 km de comprimento, com largura no Estreito de Culebra de 90 metros e no Lago de Gatún de 350 metros, que corta o Panamá, ligando o oceano Pacífico ao oceano Atlântico. A navegação por este canal começou em 1914, ano de sua inauguração, sua construção significa uma importante conquista da engenharia, além de facilitar o fluxo marítimo. Porém, a ideia de se construir o canal surgiu no final do século XIX, tempo em que o Panamá estava anexado ao território colombiano.

Para a construção do canal foi contratada uma empresa francesa, mas a execução da obra ficou comprometida em virtude de uma profunda crise da incorporadora, que vendeu suas ações para os Estados Unidos, principal interessado na construção desse empreendimento, uma vez que poderia encurtar as distâncias marítimas entre as costas oeste e leste do país e também com outros continentes.

Essa obra permitiu uma agilidade maior dos navios, caso não houvesse o canal, uma embarcação que, partindo da costa oeste americana, tivesse como destino a Europa, por exemplo, teria que dar a volta em torno da América do Sul. Como existe uma diferença quanto ao nível dos oceanos Pacífico e Atlântico, a construção de diversas comportas ou eclusas foi necessária, sendo as principais: Eclusas de Gatún, Eclusa de Pedro Miguel e Eclusas de Miraflores.

Pelo menos 14 mil embarcações atravessam o Canal do Panamá todos os anos. Apesar de sua enorme relevância, sua construção esteve ligada a uma série de interesses políticos e econômicos, especialmente por parte dos Estados Unidos, principal favorecido.

Para alcançar seus interesses, os norte-americanos incentivaram a independência do Panamá em relação à Colômbia. Como retribuição pela “ajuda”, o governo panamenho concedeu o direito de construção e controle do canal de 1914 até 1999 aos Estados Unidos. Com o fim do controle norte-americano na Zona do Canal, no dia 31 de dezembro de 1999 todos os direitos de administração do empreendimento passou a ser literalmente do Panamá. Veja também a história do Panamá mais detalhada.

Os elevadores no canal do Panamá recentemente foram ampliados transformando-se num dos maiores projetos de engenharia do mundo, isto porque trata-se de uma rota estratégica para a navegação global.

Vale frisar que através do canal do Panamá, os oceanos Atlântico e Pacífico mantém-se ligados entre si, e isso acontece há mais de 100 anos, e teve agora a necessidade de efetuar a ampliação na sua capacidade, para permitir a passagem de navios três vezes maiores que antes, conhecidos como New Panamax.

A empresa responsável pela execução do serviço é a Thyssenkrupp para o Brasil, Elevator Technology, uma das maiores fabricantes de tecnologias de elevação no País, com parque fabril e matriz instalados em Guaíba, Rio Grande do Sul.

No Brasil são 63 filiais e postos de serviços localizados em diferentes capitais e cidades brasileiras, garantindo cobertura nacional na manutenção de elevadores, escadas e esteiras rolantes, além da fabricação de elevadores robustos e à prova d’água que podem descer a uma profundidade de aproximadamente 50 metros abaixo do nível do mar

Os elevadores no canal do Panamá construídos pela Thyssenkrupp, são dotados de um sistema à prova de explosão o qual foi instalado a fim de garantir operações ininterruptas, independente das condições meteorológicas.

No total foram fornecidos 14 elevadores inovadores para este projeto, sete para cada novo complexo de bloqueio, um no lado do Atlântico e outro no Pacífico, e o tráfego através dos bloqueios é monitorado a partir de duas torres de controle que podem ser acessadas por meio de dois elevadores, enquanto que outros elevadores foram instalados em vários pontos ao longo das fechaduras.

Os elevadores descem a uma profundidade de cerca de 50 metros e estão conectados por túneis chamados de crossunders, que funcionam sob as câmaras de bloqueio com milhões de litros de água.

Além, dos elevadores do Panamá, a Thyssenkrupp também atua em outros grandes projetos de infraestrutura em todo o mundo oferecendo soluções inteligentes que atendem aos requisitos de urbanização, tendo o objetivo de reduzir o consumo de energia e de recursos ambientais para criar meios para o transporte global que economizem tempo e recursos.

Para a expansão do Canal do Panamá foram necessários 6 anos de pesquisa e 24 profissionais para a instalação dos elevadores, incluindo mais de 100 estudos sobre a viabilidade econômica, bem como detalhes sobre a demanda do mercado, impacto ambiental e outros aspectos técnicos de engenharia.

A construção de dois novos complexos de bloqueio do Atlântico e do Pacífico, cada um com aproximadamente 1.200 metros de comprimento, foi essencial para o sucesso do projeto que teve início em 2007 e custou US$ 5,4 bilhões (cerca de R$ 18,2 bilhões). A duplicação da capacidade do canal terá impacto significativo na economia e no comércio marítimo internacional.

O plano de expansão do canal compreendeu a criação de um novo conjunto de eclusas paralelamente as existentes que podem ser operadas ao mesmo tempo.

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Caso queira saber mais sobre o Canal do Panamá, veja o documentário da história completa a seguir: